Notícia

Exportação de carne deverá crescer em 2016

De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (10) em São Paulo pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), em 2014 as exportações atingiram receita de US$ 7,2 bilhões, porém deverão cair 17% para US$ 6 bilhões neste ano. Em volumes, as exportações deverão somar 1,4 milhão de toneladas ao fim deste ano ante 1,5 milhão em 2014. Entre os principais motivos para a queda nas vendas, a Abiec citou problemas de mercado na Rússia, Hong Kong e México. Já em 2016, a receita deverá alcançar US$ 7,5 bilhões e os volumes, 1,76 milhão de toneladas. Durante evento de apresentação de resultados, o presidente da Abiec, Antonio Jorge Camardelli, afirmou que em 2016 as exportações deverão crescer porque neste ano houve reabertura de mercados e há uma expectativa de ampliação dos produtos que são vendidos aos Estados Unidos e a China. Entre os mercados que irão retomar a compra de carnes bovinas estão Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Bahrein e Iraque. A Arábia Saudita anunciou em novembro o fim do embargo à importação de carne brasileira. A suspensão começou em dezembro de 2012, quando o País anunciou que um animal portador da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como mal da vaca louca, morrera em 2010 sem desenvolver a doença. Diversos países suspenderam a compra de carne, mas depois retomaram as importações. A Arábia Saudita cancelou o embargo apenas no mês passado e o Japão, no começo deste mês. Países que seguem as decisões sanitárias sauditas, como Kuwait, Catar e Bahrein, também deverão suspender as importações. Camardelli afirmou que os primeiros embarques de carne brasileira à Arábia Saudita deverão ser realizados ainda neste mês e espera que os outros países retomem as compras ainda no começo de 2016. O Iraque, afirmou Camardelli, ainda sofre com o conflito regional, mas tem potencial de ampliar suas compras. A (abertura da) Arábia Saudita é uma excelente notícia porque o país tem liderança no bloco (regional do Golfo) e carrega aqueles que estão (com embarques) parados. Estamos trabalhando com as embaixadas para que voltem a importar, disse. As projeções da Abiec indicam que as importações sauditas deverão atingir 50 mil toneladas ao ano e que a soma das compras dos sauditas, do Catar, Bahrein e Kuwait deverão atingir US$ 230 milhões por ano. As importações iraquianas acrescentam outros US$ 24 milhões a esta expectativa. Entre os vinte principais importadores de carne bovina brasileira, sete são países árabes. O Egito foi, até novembro, o terceiro maior comprador, atrás apenas de Hong Kong e China. As encomendas egípcias somaram US$ 616,9 milhões entre janeiro e novembro deste ano, um aumento de 17,3% sobre o mesmo período do ano passado. Em volumes, o Egito importou 181,8 mil toneladas, ou 27,1% a mais do que no ano anterior até novembro. A Argélia foi o 10º principal cliente, seguida pelos Emirados árabes Unidos, na 11º posição. O Líbano foi o 13º maior comprador, a Jordânia foi o 16º, a Palestina foi o 18º e a Líbia, o 20º principal importador, em um ranking liderado por Hong Kong. A Abiec deverá realizar uma ação promocional da carne brasileira no Egito no próximo ano após o Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, que será celebrado em julho. O Egito era um mercado pequeno, mas fizemos algumas ações e ampliamos. Essa ação que vamos realizar lá ? também uma forma de agradecer e festejar a parceria com o Egito, disse. O diretor-executivo da Abiec, Fernando Sampaio, afirmou à ANBA que as vendas ao Egito neste ano cresceram porque o produto brasileiro ficou mais competitivo em razão do câmbio favorável e, desta forma, ganhou mercado da carne de búfalo, que é mais barata e exportada ao Egito pela Índia. Como o produto fica mais competitivo, o consumidor acaba optando pelo produto de mais qualidade, disse. O Brasil e os Estados Unidos estão na etapa final de negociação para a exportação de carne bovina brasileira in natura aos norte-americanos. A expectativa é que as exportações deste produto comecem no primeiro semestre de 2016. Se isso ocorrer, plantas de 14 estados poderão exportar carne in natura aos Estados Unidos. Além disso, as exportações para a China deverão crescer em 2016, pois mais plantas foram habilitadas a exportar nos últimos meses. Fonte: ANBA