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Exportação de carne para os EUA deve atingir 60 mil t em 2017

Ministro acredita que prazo inicial de 90 dias para fazer o primeiro embarque de carne in natura aos norte-americanos será antecipado O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nesta segunda-feira, 1°, em coletiva de imprensa, que, apesar de não existir uma estimativa oficial sobre quando o Brasil alcançará a cota inicial de 60 mil toneladas de carne bovina in natura para os Estados Unidos, sem taxas, ele acredita que o País pode atingir esse patamar de negociação no ano que vem. Após essa cota, será cobrada taxa de 26%. "Quero deixar claro que o caminho é de duas mãos; espero que a gente possa comer picanha mais barata também", afirmou. Ele ressaltou que a quantidade a ser vendida obviamente dependerá do apetite do mercado. "Abrir mercado não significa garantia que você tá vendendo", afirmou, ressaltando que é preciso ter qualidade para conquistar clientes. O ministro disse acreditar que o prazo inicial de 90 dias para fazer o primeiro embarque de carne bovina ao exterior será antecipado. "A partir do momento das publicações já está liberado para trânsito de mercadorias do Brasil para os EUA e dos EUA para o Brasil. Estabelecemos prazo inicial de 90 dias, mas me parece que com documentação hoje entregue esse mercado ficará aberto muito rapidamente", disse. O ministro repetiu que a abertura da equivalência do Brasil com os Estados Unidos dá oportunidade de negociações para a carne brasileira com outros países, como Japão, Coreia e Canadá e citou que em setembro programa uma viagem para Ásia que pode abrir mercados. "No mês de setembro temos uma viagem para a Ásia; vamos ficar 20 dias na região. Será uma missão de empresários, liderados pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), e esperamos fechar e prospectar negócios", disse. Ao ser questionado se há garantias de que o presidente interino Michel Temer estará no governo, já que o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff será votado no início de setembro, Maggi disse que "não há nenhuma garantia". Ele lembrou que o presidente Temer também tem uma viagem marcada para China em setembro e disse que "é claro" que se o impeachment de Dilma não for aprovado, eles não viajarão. "Óbvio que se (o processo de impeachment) levar até o dia 1 ou 2, nem o presidente nem eu vamos viajar", afirmou, ressaltando que é preciso respeitar o rito do processo. Sobre sua gestão no ministério, Blairo Maggi diz que a pasta estuda cerca de 300 medidas para desburocratizar o agronegócio. "Assim que cheguei ao ministério editamos portaria e chamamos todas as entidades que representam setores da agroeconomia e nós recolhemos dessas entidades sugestões de publicidade, legislação, instruções normativas", disse o ministro, citando, por exemplo, a questão da rotulagem e desburocratização da autorização para defensivos. Segundo ele, as medidas, se colocadas em prática, podem economizar "bilhões de reais". O ministro contou que recentemente conversou com representantes de Organizações Não Governamentais, quando reiterou a intenção do Brasil em expandir a participação do agronegócio brasileiro no contexto global de 7% para 10% nos próximos 5 anos sem desmatamento. "O produtor rural é único que pelo bem ou pelo mal vai cuidar do meio ambiente", disse. Embaixadora - A embaixadora dos Estados Unidos, Liliana Ayalde, que fez a troca de cartas de reconhecimento de equivalência dos controles oficiais de carne bovina entre os dois países, disse que Brasil e EUA são os maiores países em produção agrícola e que têm os mesmos desafios. "Acho que em conjunto podemos fazer muito", afirmou. Segundo ela, os dois países têm "uma gama de áreas" que estão sendo trabalhadas em conjunto para identificar onde é possível retirar barreiras burocráticas. Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO