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Brasil adapta oferta de carne bovina à Rússia após perder mercado em 2016

Os produtores de carne bovina do Brasil, presentes na feira alimentícia ProExpo de Moscou, pretendem adaptar sua oferta ao consumidor russo após perder 25% do mercado no ano passado devido à grave crise econômica que afeta a Rússia. "Temos que nos adaptar. Uma das formas de fazer isso é mudar a oferta para carnes mais econômicas, de acordo com a perda de poder aquisitivo que os russos sofreram nos últimos anos", afirmou nesta quinta-feira à Agência Efe o presidente da Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), Antonio Jorge Camardelli. A Rússia está em plena transformação de seus hábitos de consumo pela recessão que atravessa, após quase três anos de duração e agravada pela desvalorização do rublo, que perdeu a metade de seu valor. Embora o embargo adotado em 2014 pela Rússia contra os alimentos procedentes do Ocidente a princípio tenha beneficiado os produtores de carne bovina brasileiros, a crise que se seguiu à queda do petróleo equilibrou a situação. "Temos que ver como se comporta o rublo, o preço do petróleo e se as sanções do Ocidente serão mantidas. A Rússia é um parceiro muito importante para o Brasil, e sempre será, nas exportações de carne", ressaltou Camardelli, em alusão à previsão que este país está prestes a superar a recessão, segundo apontam seus dados macroeconômicos. Quanto à carne de porco, a Rússia é o principal mercado para o Brasil, que com quase 237.000 toneladas manteve em 2016 aproximadamente o mesmo volume de exportações que no ano anterior. Com a presença de 2.178 empresas de 57 países de todo o mundo, a Proexpo é a maior feira de alimentação e bebidas do Leste Europeu. Neste ano, o evento organizado no Centro de Exposições de Moscou (Expocentro) conta com 11% a mais de empresas participantes, talvez porque a concorrência seja mais feroz que nunca no meio da crise econômica, caracterizada por uma drástica queda do poder aquisitivo dos russos. fonte: UOL Economia